segunda-feira, 26 de maio de 2014

Confira na íntegra o segundo e mais recente álbum "Basta Uma Palavra". Todas as músicas foram compostas e produzidas por Renato Collyer e conta com a participação de músicos amigos. Ouça músicas cristãs no estilo Pop/Rock, Country, Folk e Adoração!

01 Deserto
02 Armadura
03 Basta uma Palavra
04 Chuva de Fogo
05 Amor Sobrenatural
06 Eu Não Consigo sem Você
07 Inabalável
08 Contigo Sempre Está
09 Livre Sou
10 Belo Sonho
11 Melhor Amigo
12 Não Posso Ficar Parado
13 Eu tenho a Fé
14 Nava Vai Me Separar
15 Teu Fluir
16 Deserto (acústico)


AVISO: CD produzido e disponibilizado pelo próprio artista. Todos os direitos reservados ao autor (Lei n. 9.610/98). Este CD pode ser copiado, exibido ou executado em outros locais, desde que sem fins lucrativos e devidamente citada a fonte, contendo o nome do artista.

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Lutero e suas 95 teses


Martinho Lutero (1483-1546) era um frade católico que se rebelou contra a cobrança de indulgência pela Santa Sé e também contra o que ele julgava ser a decadência motal do clero. Excomungado em 1521, Lutero passou a pregar com o apoio de alguns príncipes alemães queriam se livrar do domínio católico. Segundo Lutero, para salvar a alma não bastam as boas obras, pois também é necessária a fé e por isso o praticante deve ler e interpretar a Bíblia por si mesmo. Foi um defensor da tradução da Bíblia para o idioma local. Sua teologia desafiou a autoridade papal na Igreja Católica Romana, pois ele ensinava que a Bíblia é a única fonte de conhecimento divinamente revelada e opôs-se ao sacerdotalismo, por considerar todos os cristãos batizados como um sacerdócio santo.

No dia 31 de outubro de 1517 foram afixadas as “95 Teses” na porta da Igreja do Castelo de Wittenberg, com um convite aberto ao debate sobre elas. Essas teses condenavam o que Lutero acreditava ser a avareza e o paganismo na Igreja como um abuso e pediam um debate teológico sobre o que as Indulgências significavam. Para todos os efeitos, contudo, nelas Lutero não questionava diretamente a autoridade do Papa para conceder as tais indulgências.


As 95 Teses foram logo traduzidas para o alemão e amplamente copiadas e impressas. Ao cabo de duas semanas se haviam espalhado por toda a Alemanha e, em dois meses, por toda a Europa. Este foi o primeiro episódio da História em que a imprensa teve papel fundamental, pois facilitou a distribuição simples e ampla do documento. Aqueles que se identificavam com os ensinamentos de Lutero eram chamados "luteranos". 


Renato Collyer

quinta-feira, 6 de março de 2014

A administração da vida cristã


Tudo que somos e possuímos pertence a Deus, sendo ele o criador de tudo quanto existe. A bíblia nos esclarece que logo após o Pai ter criado o homem e a mulher, completando, assim, a obra da Criação, confiou a ambos a tarefa de administrar a terra e o que nela havia. Desse modo, percebemos claramente que o ser humano foi criado para ser o administrador de tudo quanto foi criado. O próprio Deus estabeleceu o homem como seu mordomo, sem, contudo, lhe entregar qualquer direito de propriedade, reservando para si as coisas que criou.

O direito de propriedade é, podemos dizer, a faculdade de dispor de uma coisa do modo que bem entender. Isso é justamente o inverso do que podemos fazer em relação a tudo que Deus nos concedeu. Nesse sentido, somos tão somente detentores. Sob o prisma bíblico, mordomia é a administração de nossa vida individual em toda sua extensão física, moral, material e espiritual. É o bem cuidar e o zelo de todas as atividades do cristão, tendo como orientação a Palavra de Deus.

Mordomo é aquele que administra a casa de seus patrões e zela pela integridade dos bens que ali se encontram guardados. A bíblia é a revelação da vontade divina, por esse motivo ela ensina o papel do servo de Deus como mordomo, administrador de tudo que pertence ao Pai. O ser humano, então, deve administrar com competência os bens confiados. “E disse o Senhor: Qual é, pois, o mordomo fiel e prudente, a quem o senhor pôs sobre os seus servos, para lhes dar a tempo a ração? Bem-aventurado aquele servo a quem o seu senhor, quando vier, achar fazendo assim. Em verdade vos digo que sobre todos os seus bens o porá” (Lucas 12.42-44).

A Bíblia ensina que através da oração o filho de Deus é cheio do conhecimento da vontade do Pai. “Por esta razão, nós também, desde o dia em que o ouvimos, não cessamos de orar por vós, e de pedir que sejais cheios do conhecimento da sua vontade, em toda a sabedoria e inteligência espiritual” (Colossenses 1.9).

A plenitude da mordomia cristã requer que alguns requisitos importantes sejam seguidos à risca, como disposição, confiança e obediência na execução da vontade do Senhor. Basicamente, há três modos de identificação da vontade divina:

A vontade absoluta de Deus (Romanos 8.28-30) é a expressão de sua soberania, sendo imutável, inalterável. É a vontade que envolve todos as leis que regem o funcionamento do universo. Essa vontade está oculta ao homem. Tudo que Deus determinou segue um curso natural, não podendo ser alterado, pois já foi pré-estabelecido deste o início dos tempos. Por esse motivo, tem como característica principal a imutabilidade.

A vontade permissiva de Deus diz respeito ao poder que ele tem de consentir ou tolerar algum evento, seja positivo ou negativo, não importando o tempo e o lugar. Tenho um exemplo bastante interessante a respeito disso. Há alguns anos atrás, uma amiga me disse que um colega de faculdade a havia questionado o porquê de Deus permitir que terríveis mortes acontecessem no decorrer da Primeira e Segunda Guerra Mundiais. Creio que ele pegou o contexto das guerras por acreditar que tinha uma abrangência e disseminação maiores por parte da mídia mundial. O colega de faculdade de minha amiga não entendia a situação e colocava a culpa em Deus. Dizia que Deus era culpado, porque não fez nada para conter a situação ou para mudar o quadro. Minha amiga me disse que colocou fim à discussão quando perguntou para o rapaz: “Se eu apontar uma arma para sua cabeça e puxar o gatilho, de quem será a culpa: minha ou de Deus?”.

A partir dessa pergunta totalmente inesperada, também pude compreender o significado da vontade permissiva do Pai. Como já vimos, o mundo espiritual é regido por leis. Essas leis são justas e boas, porque a vontade do Senhor é santa, justa e agradável. Uma das leis criadas por Deus é a lei do livre arbítrio, que se encontra implicitamente na Bíblia. Você não vai encontrar nenhuma referência expressa na Palavra sobre essa lei. Nesse sentido, Deus não pode agir em conformidade com uma lei em detrimento da outra. O Pai jamais agirá de modo a anular o poder de escolha do ser humano. Do mesmo modo, Deus “pode”, mas não “deve” (por ir de encontro a uma lei estabelecida por ele próprio) interferir nos atos praticados pelos seres humanos, porque expressam seu livre consentimento, seu livre poder decisório.

Porém toda regra tem sua exceção, não é mesmo?

É evidente que Deus tem o poder de fazer prevalecer a sua vontade e impedir qualquer ação contrária, independente de quem seja. O Senhor, no entanto, em sua infinita sabedoria e providência, nem sempre interfere. Quanto à vontade preventiva de Deus, essa diz respeito à ação do Pai para alertar e prevenir o homem de algum mal ou pecado. Esse foi o caso de Labão, em Gênesis 31.24: “Veio, porém, Deus a Labão, o arameu, em sonhos, de noite, e disse-lhe: Guarda-te, que não fales com Jacó nem bem nem mal”.