O amor já foi tema de muitos estudos. Muito já se foi escrito sobre ele.Os poetas tentaram compreendê-lo. Os cientistas tentaram analisá-lo através de pesquisas e experimentos. Outros já cantaram sobre esse sentimento tão complexo.
Mas não é do amor eros que iremos falar aqui.
A palavra amor, no original grego, tem vários significados. Primariamente, pode ser definido como amor ágape, eros ou filéo.
O amor ágape é o tema principal de nosso estudo, por ser a virtude principal e inicial do fruto do Espírito. “Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança” (Gálatas 5.22). Esse amor é o grande amor do Pai. Um amor que emana do próprio Criador para o homem, pois Deus é a fonte de todo o amor.
Jamais seremos capazes de compreender o amor de Deus, pois ele excede nosso limitado entendimento. Será que você é capaz de compreender o amor de um pai que sacrifica seu único filho por amor? Deus entregou Jesus por amor à raça humana. Deus entregou seu filho por amar você.
Você consegue compreender a dimensão do amor de Deus?
Esse amor não vem de nós. Ele vem direto do coração do Pai. Por nós mesmos não somos capazes de expressá-lo. Apenas uma vida diária de comunhão com Deus é capaz de fazer esse amor frutificar. Somente através da expressão desse amor é que você poderá evidenciar também as outras virtudes, pois o fruto é apenas um, evidenciado em diversos aspectos. Somente através do amor de Deus que brotará em você é que será possível viver a integridade da fé cristã.
O apóstolo Paulo escreveu um dos mais belos poemas já feitos:
”Ainda que eu falasse a língua dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine. E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria. E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria. O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece. Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal; não folga com a injustiça, mas folga com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor nunca falha; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá” (1 Coríntios 13.1-8).
O apóstolo nos traz um rol das atitudes praticadas por aqueles que expressam o amor do Deus. Experimente trocar a palavra “amor” pelo seu nome, e veja se você pode ser considerado uma pessoa amorosa, alguém que verdadeiramente pratica o amor.
“Eu sou sofredor, eu sou benigno, eu não sou invejoso, eu não trato com leviandade, não me ensoberbeço, eu não folgo com a injustiça, mas com a verdade. Eu não busco os meus interesses”. E assim por diante...
Paulo declara que somente através da manifestação real do amor é possível conhecer a Deus e entender, pelo menos em parte, seus propósitos e os mistérios que são reveláveis ao homem. O caminho para a santificação é a manutenção diária desse amor.
Somente através da comunhão diária com Deus somos capazes de viver em um nível de intimidade com o Pai que nos leva a caminhos mais altos de entendimento de sua Glória.
Deixamos de ver as coisas espirituais com olhos imaturos e passamos a enxergar com maturidade as maravilhas do Senhor e seus propósitos em nossas vidas.
Somente o amor de Deus é capaz de trazer a esperança e fortalecer a fé dos abatidos.
O amor manifesto vem diretamente do coração do Pai, nos trazendo novo vigor e forças para caminhar.
Renato Collyer
Imagine um pai que deseja, mais do que qualquer outra coisa, ter um bom relacionamento com seu filho, apenas ser ouvido por ele. Todos os dias, esse mesmo pai tenta estabelecer um diálogo com seu filho. O pai então lhe dá uma casa, com um ótimo jardim e uma vista maravilhosa. Você sabe como um bom terreno custa caro hoje em dia. Mas o pai não se importa com isso. Ele quer apenas agradar seu filho, pois o ama mais do que tudo. Dá ao filho o poder de administração sobre todos os seus bens. Dá-lhe até uma linda esposa. O filho, entretanto, despreza os conselhos de seu pai e acaba perdendo tudo que, de graça, recebeu. Uma atitude impensada coloca tudo a perder. O filho então foge e se esconde, porque tem medo, porque tem vergonha.