terça-feira, 1 de maio de 2012

Levita: você se considera um?Levi, do hebraico Lêwi, ligado à raiz Iãwâ, quer dizer “juntar”. O nome Levi pertence a mesma família da palavra Haleluia.

Em Gênesis 29.34, está escrito: “E concebeu outra vez Lia e teve um filho, dizendo: Agora, esta vez se ajuntará meu marido comigo, porque três filhos lhe tenho dado; por isso, chamou o seu nome Levi”.

Como visto, o nome daquele que deu origem a tribo dos levitas significa unir. Essa união refere-se a união de Jacó (esposo) com Lia (esposa). Assim, percebemos que os levitas têm a responsabilidade de proporcionar a união entre Deus (esposo) e sua Igreja (esposa).

Vou lhe dar alguns minutos para que você reflita sobre minhas duas próximas perguntas:

- Como você tem exercido seu ministério?
- Você tem utilizado seu dom para gerar união ou para semear a desordem?

Pensou bastante? Reflita mais um pouco, por favor...

É muito comum nos referirmos aos ministros de louvor e aos músicos cristãos como “levitas”. Não encontramos, porém, referência alguma, no Novo Testamento, a ministros de louvor ou a músicos dentro da igreja. Jesus disse somente que Deus procura verdadeiros adoradores que “adorarão o Pai em espírito e em verdade, porque o Pai procura a tais que assim o adorem” (João 4.23).

O apóstolo Paulo incentiva todos os cristãos a prestarem louvor a Deus com Salmos, hinos e cânticos espirituais (Efésios 5.19,20). “A palavra de Cristo habite em vós abundantemente, em toda a sabedoria, ensinando-vos e admoestando-vos uns aos outros, com salmos, hinos e cânticos espirituais; cantando ao Senhor com graça em vosso coração” (Colossenses 3.16).

E quanto à origem do conceito de ser um “levita”, empregado em nossos dias? Como ele surgiu? Você se considera um? Você exerce a função de ministro de louvor ou é músico em sua igreja local? A seguir veremos que ser um levita nada tem a ver com música, pelo menos não no modo como alguns utilizam o nome para designar os responsáveis pela execução dos louvores dentro das igrejas.

Originalmente, ser um levita era ser descendente de Levi, um dos doze filhos de Jacó. A trajetória dos levitas começou a se projetar na história do povo israelita quando esses se manifestaram para servir unicamente ao Senhor, uma vez que os demais haviam se entregue à idolatria.

Moisés, ao descer do monte, contemplou toda a adoração feita ao bezerro de ouro e exigiu um posicionamento dos israelitas. “Pôs-se em pé Moisés na porta do arraial e disse: Quem é do Senhor, venha a mim. Então, se ajuntaram a ele todos os filhos de Levi” (Êxodo 32.26).

Somente os levitas foram sensíveis ao chamado de Moisés. A partir de então, os levitas começaram a exercer funções de destaque, pois desejavam cumprir a vontade de Deus. O Senhor também nos convida a sermos santos, separados para ele e para os seus propósitos. Devemos ser diferentes em natureza e em caráter perante o mundo.

Os levitas se tornaram ministros de Deus, dentre eles sacerdotes, como os filhos de Arão, e os demais seus auxiliares. Mesmo os sacerdotes sendo também descendentes de Levi, no Velho Testamento era comum chamar de levitas os ajudantes daqueles. Os levitas (ajudantes) tinham a função de cuidar do tabernáculo e de seus utensílios, carregando-os, também, durante a viagem pelo deserto (capítulos 3, 4, 8 e 18 de Números).

Na Bíblia, está escrito que “Deus falou a Moisés: Faze chegar a tribo de Levi e põe-na diante de Arão, o sacerdote, para que o sirvam, e tenham cuidado da sua guarda e da guarda de toda a congregação, diante da tenda da congregação, para administrar o ministério do tabernáculo, e tenham cuidado de todos os utensílios da tenda da congregação e da guarda dos filhos de Israel, para administrar o ministério do tabernáculo” (Números 3.5-8).

Naquele tempo, os levitas nada tinham a ver com a música no tabernáculo. A própria Lei de Moisés não havia estabelecido uma parte musical no culto. Ainda que não houvesse ordenamento quanto à música nas celebrações, as orações e os sacrifícios retratavam o sentido de louvor, adoração e ações de graças.

Sendo músico e compositor desde jovem, Davi foi o responsável pela inserção da música como parte integrante do culto. “E sucedia que, quando o espírito mau, da parte de Deus, vinha sobre Saul, Davi tocava a harpa e a tocava com a sua mão; então, Saul sentia alívio e se achava melhor, e o espírito mau se retirava dele” (1 Samuel 16.23).

A música de Davi tinha poder para afastar o espírito mau porque o Senhor era com ele (v. 18). Não adianta um músico tocar muitíssimo bem seu instrumento se o Pai não estiver com ele. A técnica não substitui a presença de Deus na vida de um músico. Jamais se esqueça destas palavras: a técnica não substitui a unção!

Davi atribuiu a alguns levitas a responsabilidade musical. Aos levitas também eram atribuídas diversas funções, como porteiros, guardas, padeiros e também cantores e instrumentistas. “E estes homens trabalhavam fielmente na obra; e os superintendentes sobre eles eram Jaate e Obadias, levitas, dos filhos de Merari, como também Zacarias e Mesulão, dos filhos do coatitas, para adiantarem a obra, e outros levitas, todos que eram peritos em instrumentos de música” (2 Crônicas 34.12).

O levita nos dias atuais

Mesmo não sendo descentendes de Levi, podemos utilizar a desiginação “levita”, fazendo um paralelo entre Israel e a Igreja de Cristo. Assim, podemos considerar como sendo um “levita” todo cristão que serve em qualquer ministério (e não unicamente o ministério da música). O levita é aquele que executa qualquer serviço ligado ao culto, desde o mais simples ou discreto até ao que mais se destaca.

Ser um levita é ser simplesmente um servo e não alguém que seja alvo da glória humana por estar em posição de maior visibilidade.

Os levitas designados por Davi para o louvor eram liderados por Asafe, Hemã e Jedutum. Eles profetizavam por meio de seus instrumentos musicais, como harpa, alaúdes e saltérios. “E Davi, juntamente com os capitães do exército, separou para o ministério os filhos de Asafe, e de Hemã, e de Jedutum, para profetizarem com harpas, e com alaúdes, e com saltérios...” (1 Crônicas 25.1).

Foi nessa época que a maior parte dos Salmos de Israel surgiu. O Espírito Santo falava ao povo por meio dos levitas. Se você realmente quiser ser chamado de levita precisa estar disposto a se sacrificar, caminhar em direção contrária ao pecado e seguir rumo a um nível de qualidade excelente em seu ministério, independente da função que exerça.


Renato Collyer

sábado, 30 de julho de 2011

As quatro lições sobre o amor excelente (audiolivro)
Image and video hosting by TinyPic
O amor de Deus é o tema principal do quarto audiolivro de Renato Collyer. O autor nos mostra que somente através da comunhão diária com Deus somos capazes de viver em um nível de intimidade com o Pai que nos leva a caminhos mais altos de entendimento de sua Glória. Deixamos de ver as coisas espirituais com olhos imaturos e passamos a enxergar com maturidade as maravilhas do Senhor e seus propósitos em nossas vidas. Somente o amor de Deus é capaz de trazer a esperança e fortalecer a fé dos abatidos. O amor manifesto vem diretamente do coração do Pai, nos trazendo novo vigor e forças para caminhar.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

O que é oração? (Parte 2 de 2)
A oração de Cristo, completamente sincera em seu objetivo, traz os seguintes aspectos:

Reconhecimento da Soberania Divina. “Pai nosso que estais nos céus”. Deus é o criador de todo o universo. Ele governa todas as leis da física. Na verdade, ele próprio as criou. Nada acontece sem o consentimento do Senhor. Ele tem o comando sobre tudo e todas as coisas o obedecem. O Pai Celestial, porém, não é um ditador. Sua autoridade é legítima em nossas vidas. O homem concede legitimidade para que Deus opere maravilhas em sua vida no instante em que o aceita e recebe o Seu Nome. Você deve estar perguntando como pode receber o nome do Senhor. Recebemos a graça de carregar o nome de Deus através do batismo nas águas, passando a fazer parte de uma grande família. “Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo” (ênfase do autor) (Mateus 28.19).

Esse primeiro aspecto se revela o mais importante. Por esse motivo, nossa oração deve tomar como base o princípio de que Deus é soberano em nossas vidas. Esse não é um princípio explícito. Na verdade, está bem implícito quando conversamos com o Pai. Não precisamos lembrar a cada momento que ele está nos céus, porque, de fato, ele está. Esse princípio deve estar em nós quando admitimos que o Senhor está acima de nós, observando-nos a cada momento. Não somente no sentido material ou físico, Deus está no controle de tudo. Literalmente.

Seria possível um vigilante ter uma visão completa da fortaleza se não estiver ao alto de uma torre? Se o vigilante estiver em terra, obtendo o mesmo panorama dos demais, de nada adiantaria seu posto. Assim, Deus coordena tudo porque somente ele tem uma visão privilegiada de tudo que acontece. “Estais nos céus” quer dizer que nosso Pai está sempre atento. Mesmo que às vezes a situação nos parece conflituosa, pois estamos vendo apenas sob o nosso prisma humano e falho, Deus tem a melhor solução. A resolução está ao alcance de seus olhos e de suas mãos. Creia nisso.

Reconhecimento da Santidade Divina. “Santificado seja o teu nome”. Peço permissão a você para contar algo curioso que presenciei muitas vezes. É incrível como alguns nomes ganham força devido à fama de seus detentores. Em minha adolescência, sempre que meu irmão e eu íamos à locadora de vídeos com meu pai para conferir os lançamentos, classificávamos os filmes pelos atores que faziam parte do elenco. É uma prática muito comum quando nunca se ouviu nada a respeito do roteiro. Muitas pessoas fazem isso. Meu pai é uma delas.

Transcorridos alguns minutos em que estávamos na locadora, meu pai trazia consigo alguns filmes para nossa avaliação técnica nem um pouco confiável. “Olha este, o ator é muito bom. O filme deve ser bom. Este ator só faz filmes bons”. Meu pai dizia isso para nos convencer. E na grande maioria das vezes, ele acertava. Com exceção de alguns bons atores que não fazem bons filmes, os grandes atores gravam grandes filmes, ou até tornam um filme com um roteiro ruim um sucesso de bilheteria.

Compartilhei essa experiência para lhe mostrar a importância de um nome. Poderia ter citado outros exemplos, mas esse me pareceu mais simples e eficaz.

O nome carrega os atributos de uma pessoa. É a forma de individualizá-la. Um nome “sujo” não é nada agradável. Um nome “respeitável” exige certos cuidados e muito esforço. Em uma sociedade em que as pessoas são reduzidas a números (contas de banco, cartão de crédito, número do seguro de vida ou do carro, entre outros), destacar-se é algo dispendioso.

Quando reconhecemos a Santidade Divina, fazemos justamente isso. Damos o devido destaque a Deus. Quando o nome do Senhor é louvado, damos crédito para quem realmente merece. Santificar o nome de Deus também significa honrar o seu Nome.

Reconhecimento do Reino de Deus em nossas vidas. “Venha a nós o teu reino”. Alguns estudiosos interpretam essa passagem do ponto de vista escatológico. Sob esse enfoque, ela representa o reconhecimento da implantação do Reino de Deus no futuro, no arrebatamento.

Gosto de considerar esse trecho da oração de Cristo sob outro aspecto.

Quando permitimos que Deus reine em nossas vidas, abrimos mãos de nossas falsas certezas e passamos a direção de nossas vidas para o Criador do universo. O Senhor passa a nos conduzir em graça, fazendo-nos experimentar as maravilhas que ele tem preparado para nós.

Passamos a ter mais intimidade com o Pai, pois outorgamos a ele o controle da situação. Isso pode parecer fácil, mas é um dos requisitos mais difíceis da oração verdadeira. Não é fácil entender o Reino de Deus em nossas vidas, quando passamos por grandes dificuldades.

Não é pelo fato de Deus estar conosco que nada de mal irá nos acontecer. Porém, temos como aliado o Todo Poderoso e sua misericórdia sempre nos acompanhará.

Submissão à Vontade Divina. “Seja feita a tua vontade, assim na terra como nos céus”. Aceitar e entender que a vontade de Deus é sempre a melhor é a mensagem que Jesus nos transmite aqui. Ser submisso à voz do Senhor significa abrir mão de algumas coisas, vale dizer, é colocar os próprios desejos em segundo plano e estar disposto a aceitar o caminho que o Pai revela.

Estar debaixo da graça de Deus é o resultado imediato de estar submisso a ele. Quando nos submetemos a ouvir e atender seu comando, declaramos que ele é o Senhor de nossas vidas.
Reconhecimento de que Deus supre as necessidades humanas. “O pão nosso de cada dia nos daí hoje”. Deus usa nossas próprias necessidades para nos ensinar sobre sua providência.

Imagine cerca de mais de três milhões de pessoas no deserto. Esse era o povo de Israel. Quantos quilos de alimento seriam necessários para suprir a fome de todos? Deus agiu de forma miraculosa! (Êxodo 16.4-8).

Os israelitas deram o nome de maná àquele alimento. O maná caía do céu, indicando que é das mãos de Deus que vêm toda nossa provisão. “O homem não pode receber coisa alguma, se não lhe for dada do céu” (João 3.27). É dos céus que somos abençoados, tanto espiritual quanto materialmente.

O maná caía todas as manhãs. Era sempre uma comida fresca, indicando que o amor do Pai não tem fim e suas providências se renovam a cada novo dia. O maná era o alimento exato dado pelo próprio Deus, suficiente para suprir as necessidades do povo todos os dias, sendo concedido até chegaram à terra prometida. Deus é o nosso sustentador! “Não andeis, pois, inquietos, dizendo: que comeremos, ou que beberemos, ou com que nos vestiremos? (Porque todas estas coisas os gentios procuram). De certo vosso Pai celestial bem sabe que necessitais de todas estas coisas; mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas” (Mateus 6.31-33).

Esse maná que alimentou o povo de Israel no deserto simboliza Jesus, como Pão do Céu. A respeito disso, podemos tecer algumas considerações relevantes:

O maná fornecido por Deus. O Senhor conhece nossas necessidades e trabalha em prol de supri-las da melhor maneira possível, pois ele ouve nossas orações. Nossa vida espiritual não pode ser alimentada pelo deserto. O deserto significa lugar de provação, não lugar de castigo. O fortalecimento dado por Deus, mesmo quando estamos no deserto, é suficiente, diário e disponível. O pão vindo do céu é a provisão dada pelo Pai mesmo em tempos difíceis. Quanto mais nos alimentamos das providências divinas, mais satisfação achamos no Senhor.

O maná colhido. O povo israelita precisava seguir certas condições para o bom aproveitamento do maná. Ele deveria ser colhido bem cedo todas as manhãs, revelando que o alimento espiritual deve sempre ser a nossa primeira preocupação. Cada pessoa deveria colher seu próprio alimento, não devendo estocá-lo ou reservá-lo a outro. O fato de ter que ser colhido diariamente revela que o maná era um alimento fresco, não podendo ser guardado de um dia para o outro. “Eles, pois, o colhiam cada manhã, cada um conforme ao que podia comer; porque, aquecendo o sol, derretia-se” (Êxodo 16.21).

Mesmo o maná sendo fornecido por Deus ao seu povo no deserto, esse alimento não pertencia ao ambiente. O maná não pertencia ao deserto. Era uma providência divina e não terrestre, representando a figura de Cristo na sua humilhação quando esteve neste mundo. Cristo é a providência (alimento) dado por Deus.

Disposição para perdoar e receber o devido perdão. “Perdoais as nossas dívidas, assim como perdoamos nossos devedores”. Note que encontramos algo bastante complexo de ser cumprido pelo homem: uma condição.

Em Mateus 18.23-35, Jesus contou aos seus seguidores uma interessante história: “Por isso o reino dos céus pode comparar-se a um certo rei que quis fazer contas com os seus servos; e, começando a fazer contas, foi-lhe apresentado um que lhe devia dez mil talentos; e, não tendo ele com que pagar, o seu senhor mandou que ele, e sua mulher e seus filhos fossem vendidos, com tudo quanto tinha, para que a dívida se lhe pagasse. Então aquele servo, prostrando-se, o reverenciava, dizendo: Senhor, sê generoso para comigo, e tudo te pagarei. Então o senhor daquele servo, movido de íntima compaixão, soltou-o e perdoou-lhe a dívida. Saindo, porém, aquele servo, encontrou um dos seus conservos, que lhe devia cem dinheiros, e, lançando mão dele, sufocava-o, dizendo: Paga-me o que me deves. Então o seu companheiro, prostrando-se a seus pés, rogava-lhe, dizendo: Sê generoso para comigo, e tudo te pagarei. Ele, porém, não quis, antes foi encerrá-lo na prisão, até que pagasse a dívida. Vendo, pois, os seus conservos o que acontecia, contristaram-se muito, e foram declarar ao seu senhor tudo o que se passara. Então o seu senhor, chamando-o à sua presença, disse-lhe: Servo malvado, perdoei-te toda aquela dívida, porque me suplicaste. Não devias tu, igualmente, ter compaixão do teu companheiro, como eu também tive misericórdia de ti? E, indignado, o seu senhor o entregou aos atormentadores, até que pagasse tudo o que devia. Assim vos fará, também, meu Pai celestial, se do coração não perdoardes, cada um a seu irmão, as suas ofensas”.

Você consegue perceber que seremos perdoados na mesma proporção com que perdoamos também? O perdão é uma prática que revela desapego às coisas materiais, pois é algo divino. “Quem é Deus semelhante a ti, que perdoa a iniqüidade, e que passa por cima da rebelião do restante da sua herança? Ele não retém a sua ira para sempre, porque tem prazer na sua benignidade" (Miquéias 7.18). Algumas outras referências: Neemias 9.17 e 13.22; Salmo 79.9 e 99.9; Isaías 55.7; Marcos 2.7; Atos 8.22; Efésios 4.23.

Proteção contra a tentação e as ações malignas. “E não nos deixes cair em tentação, mas livrai-nos do mal”. A partir do momento em que estamos em comunhão íntima com Deus, o inimigo tenta de todas as formas nos atingir. É a contraprestação pela unção divina em nossas vidas. A graça do Pai, no entanto, é suficientemente capaz para nos proteger e nos livrar dos atentados malignos.

Adorar a Deus em sua Glória. “Pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre. Amém”. Nada melhor do que encerrar um pedido do que reconhecendo algo que se afirmou no início, mostrando perfeita harmonia entre todos os pontos analisados.

Adorar o Pai em sua Glória é adorá-lo em plenitude, reconhecendo suas características divinas e sua provisão. Como seria possível adorar ao Senhor sem reconhecer seu atributo divino? Esse último aspecto estudado nos remete a uma reflexão sobre o sobrenatural de Deus.

Reconhecer a glória de Deus é, principalmente, acreditar nele, ter fé no Senhor. Nossas orações não serão atendidas se não possuirmos uma fé genuína. “Cheguemo-nos com verdadeiro coração, em inteira certeza de fé, tendo os corações purificados da má consciência, e o corpo lavado com água limpa, retenhamos firmes a confissão da nossa esperança; porque fiel é o que prometeu” (Hebreus 10.22,23).


Renato Collyer